Ando por aí, por esse mundo imenso, de folha em folha...
Sexta-feira, 09 de Outubro de 2009

Consultando o site

http://www.legislativas2009.mj.pt/index.html

 

chego à conclusão do seguinte:

 

- portugueses inscritos 9 514 322 (para as Europeias eram  9 684 714 o que não deixa de ser curisoso dado que se realizaram em Junho do mesmo ano);

- portugueses votantes 5 683 967 (3 561 502 nas Europeias, três meses antes das legislativas);

- portugueses votantes em branco 99 161;

- portugueses votantes nulos 78 023; 

 

Feitas as contas, os portugueses votantes que manisfestaram claramente a sua opção foram 5 506 783.

 

 

Feitas as contas, os portugueses que não se manifestam foram 3 830 355. Vá lá, são em menor número do que os que se expressaram.

 

A estes últimos uma mensagem: NÃO SE QUEIXEM! A OPORTUNIDADE FOI-VOS DADA.

 

Já agora digam-me: alguma vez ouviram falar de cidadania? E dos deveres do cidadão?

 

Será que só querem ter direitos?

 

Reflictam!

 

publicado por mariadoscaracois às 16:37
sinto-me:

Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Livro sobre José Sócrates publicado fora de Portugal

Para memória futura

 

Publicado por helenafmatos, em 3 Setembro, 2009

 

 

«Por ser importante, revelo abaixo a saga da publicação de mais um livro proibido e a necessidade de recurso à publicação nos EUA (na Lulu.com) para vencer os bloqueios da publicação em Portugal.

 

Comunicado ao grupo editorial Leya o meu propósito de edição do livro, recebi no próprio dia a manifestação do interesse na publicação. Apresentei o conjunto de posts que compõem a II Parte do livro e o interesse da editora manteve-se – e cresceu quando depois entreguei a I Parte (a Introdução) na qual contava o contexto da pesquisa e as vicissitudes do afrontamento do poder quase-ditatorial do Governo. Paralelamente, trabalhei ao longo de meses no desenvolvimento do livro, e investigando os novos factos. Até que, em 27 de Fevereiro de 2009, entreguei à Leya uma versão preliminar da III

 

Parte (a Conclusão) do livro, com a descrição de alguns factos novos e a interpretação de documentos inéditos. A insistência constante da editora para que eu terminasse o livro foi substituída por um silêncio absoluto: nem mais um pio. Nunca mais se atendeu o telefone, nem se respondeu aos mails, nem às mensagens. Nem, estranhamente, sequer se correspondeu ao pedido legítimo e formal de devolução do material entregue. Nada. Contactei outras editoras, mas também não tive êxito na edição do livro. Uma delas – aparentemente insuspeita… – nem sequer respondeu ao mail que lhe enviei. E outra também recusou. Finalmente, já no final de Julho de 2009, uma editora mostrou-se interessada, oferecendo-me a possibilidade de colocar o livro para download pago e eu fazer o co-financiamento da edição impressa (co-financiamento que se destinava a prevenir o risco do bloqueio da distribuição e venda em prazo útil). Alguém, do meio, explicou-me depois a dificuldade e receio de, no Portugal socratino, uma distribuidora fornecer, e as cadeias de livrarias e superfícies comerciais exporem e porem à venda, um livro intitulado… “O Dossiê Sócrates”…

 

Frustrada a tentativa de edição tradicional em tempo útil, sem meios para o co-financiamento da edição impressa, sem interesse numa versão digital paga, e sem a difusão natural e distribuição corrente nos pontos de venda, decidi contornar o obstáculo da edição, distribuição, exposição e venda, com a publicação integral gratuita do livro em linha e a possibilidade de compra para os leitores que queiram ler e ter o livro impresso.

 

 

 

O valor de compra do livro impresso cobre apenas o custo da edição, e com os portes, não é superior ao preço de edições similares no mercado. Escolhi propositadamente um tamanho de papel mais longo, o qual permite um custo baixo (14,95 euros + 6,08 euros de portes = 21,03 euros). Podia cobrar também pela edição digital; porém como o meu objectivo não é económico, mas político, o livro fica disponível para o download gratuito dos leitores. As duas modalidades estão disponíveis na Lulu.com.

 

 

 

 

Creio que a alternativa que escolhi responde à máxima difusão possível e conveniência dos leitores.»

 

(In Blasfémias)

publicado por mariadoscaracois às 13:46
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Terça-feira, 22 de Setembro de 2009

António Barreto descreve o perfil do actual Primeiro-Ministro. 

'Sócrates, o ditador'

 

Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração.

 

Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal, ao ponto de, com zelo, se exceder.

 

Prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar.

Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido.

 

Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.

 

Onde estão os políticos socialistas ?

 

Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado?

 

Uns saneados, outros afastados.

Uns reformaram-se da política, outros foram encostados.

Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão.

Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro.

Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo.

Manuel Alegre resiste, mas já não conta.

Medeiros Ferreira ensina e escreve.

Jaime Gama preside sem poderes.

João Cravinho emigrou.

Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe.

António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão.

Almeida Santos justifica tudo.

Freitas do Amaral, "ofereceu-se, vendeu-se" e reformou-se!

Alberto Martins apagou-se.

Mário Soares ocupa-se da globalização.

Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores.

João Soares espera.

Helena Roseta foi à sua vida independente.

Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância.

O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado.

Os sindicalistas quase não existem.

O actual pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice.

O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista.

 

Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos. Sem hesitar, apanhou a onda.

 

Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates.

 

Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento.

Mas nada de essencial está em causa.

 

Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente.

 

As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino são pura diversão.

 

Não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro.

 

É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais.

 

Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente.

 

Mas tratava-se, politicamente, de uma questão menor.

 

Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo. Mas nada de semelhante se repetirá.

 

O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário, Crispado, Despótico, Irritado, Enervado, Detestando ser contrariado.

 

Não admite perguntas que não estavam previstas ou antes combinadas.

 

Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber.

 

Tem os seus sermões preparados todos os dias.

 

Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação.

 

O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu em privado.

 

O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão.

 

A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa.

 

A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação.

As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações.

 

Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si.

Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa.

 

Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado.

 

Nomeia e saneia a bel-prazer.

 

António Barreto

publicado por mariadoscaracois às 19:18
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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

                É uma vergonha! Tanto português com FOME, no DESEMPREGO (500.000, não é pouco...) e ...

 

(in http://www.inverbis.net/sistemapolitico/ano-eleitoral-custar-16milhoes.html)
O ano de 2009, que reúne um raro ciclo de três actos eleitorais, vai custar ao erário público 116,5 milhões de euros. Deste valor, a grande fatia é destinada às subvenções às campanhas eleitorais. Europeias, legislativas e autárquicas representarão um custo de 74,1 milhões de euros. Um valor que, numa percentagem esmagadora (cerca de 60 milhões) é dirigido às eleições locais.
 
Os dados constam de um estudo realizado por Manuel Meirinho, docente do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade Técnica de Lisboa. Além das subvenções às campanhas partidárias, o valor global integra 16, 2 milhões de euros, que serão dedicados à organização do processo eleitoral, mais 9,2 milhões que vão custear os tempos de antena dos candidatos às várias eleições.
 
Além dos três escrutínios eleitorais propriamente ditos, há ainda a subvenção anual a atribuir aos partidos, no valor de 17 milhões de euros. O que resulta num total de 116,5 milhões de euros.
 
Mas já se sabe que 9,7 milhões de euros foi o custo para o Estado das eleições que se realizaram a 7 de Junho de 2009. 
 
Falta ainda saber o custo das legislativas e das autárquicas…
 
Há uma petição contra isto em 
 
Meus amigos/as necessitados: sabem que cada membro de uma mesa eleitoral recebe 76 euros?
 
Habilitem-se ao lugar. Ficam com uns cobres para o pão do dia-a-dia. Sempre ajuda!
 
Garanto-vos que farão melhor figura do que os habituais figurões/onas que aparecem nas campanhas...
publicado por mariadoscaracois às 13:55
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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

 

Em 2005 deram a vitória maioritária ao PS 2.573.406 votantes. Os recenseados eram 8.785.227 e em 31 de Dezembro desse ano a população residente em Portugal foi estimada em 10.569.592 indivíduos.
 
Reparem bem como duas mil e tal alminhas puderam dar-se ao luxo de decidir por oito mil e muitas outras alminhas que no PS não votaram.
 
Foi a pura e dura verdade do que aconteceu em 2005. Em eleições legislativas anteriores foi a mesmíssima trafulhice.
 
O conterrâneo português reclama e reclama do governo que lhe caiu em cima mas nada faz para corrigir a situação…
 
Votar-se em listas é qualquer coisa do mais aberrante e bizarro que me passa pela cabeça: O eleitor dispõe de um voto singular para votar no Sr. ou Sra. Lista que por acaso não possui BI nem contribuinte (as listas plurinominais, são fechadas e bloqueadas, apresentadas exclusivamente por partidos ou coligações, sem qualquer possibilidade do votante manifestar preferências). Isto é inaceitável!
Nós devíamos votar em pessoas que conhecêssemos pelas provas dadas em matérias com que se defronta o país e a sua população, pela sua seriedade e competência para desempenharem o cargo de deputados, etc. (e nunca por interposta indicação do clube…). Sabíamos qual era o nome, rosto,  corpo gordo ou magro, alto ou baixo, homem ou mulher etc. e se não cumprisse aconchegávamos-lhe a roupa ao pelinho
 
Temos que mudar o sistema eleitoral que permite as ditas listas, onde se incorporam os clientes/sócios dos partidos…Por isso vemos gentinha, p.e. de Faro em listas de Bragança… sem nunca lá terem colado as solas dos sapatos uma única vez… Mas sapato é sapato para não dizer tacho é tacho…e o partido tem que dar emprego a muito cliente… Por esta razão não convém aos partidos a mudança do sistema eleitoral…
 
A Constituição prevê a possibilidade, não concretizada na lei ordinária, de um círculo eleitoral nacional e de círculos eleitorais uninominais. Prevê… não estabelece!
Um leitor deste blog sugeriu “e que tal se fosse permitido aos países fazerem "transferências" qual mercado de futebol, e importarmos gente trabalhadora, empenhada, com visão de futuro, sem os bolsos largos e de preferência com eles cozidos, políticos de qualidade”?
 
E porque não importamos da Suécia (não é o nº 1 no ranking da qualidade da democracia?) um 1º ministro e mais 9 técnicos para ministros das pastas necessárias. O resto do pessoal está no quadro da função pública e só precisa de quem os oriente e ensine. Reduzia-se a despesa e ainda por cima haveria respeito e aumentava-se o. PIB...
 
Se a solução para Portugal passar por aí, futebol ou importação, estou totalmente de acordo. 
 
Mas coloca-se-me uma feroz dúvida: no lobby futebolistico quem aceitava as nossas estátuas da política?
 
Vejamos: nunca marcam golos, desconhecem as regras do jogo, aldrabam as competências literárias, têm horários ad-hoc e salários cheios de outros apêndices que resultam em quantias astronómicas, possibilidade de reformas incompatíveis com qualquer sistema de outro país, guarda roupa com luvas, justiça especial, regalias de toda a ordem, etc. etc.
 
É dramático!
publicado por mariadoscaracois às 14:22
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 Bússula eleitoral

 

Isto deve ser uma brincadeira sem qualquer fidedignidade.  Mas tem piada... O meu resultado foi PDA... (terei de ler o programa e analisar o porquê...)

 

Descubra o seu posicionamento político... Provavelmente terá uma surpresa: vá ao site abaixo indicado!!!
publicado por mariadoscaracois às 11:30
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Terça-feira, 01 de Setembro de 2009

Recebi um mail, daqueles que as pessoas ADORAM reencaminhar sem terem a preocupação de verificarem o mínimo da sua credibilidade, que dizia o seguinte:

 

"SE VOTAREM EM BRANCO, ou seja, não escreverem absolutamente nada no Boletim de voto, é muito mais eficiente do que riscá-lo. Nenhum politico fala isto, porquê? Porque se a maioria da votação for de votos em branco eles são Obrigados a anular as eleições e fazer novas, mas Com outras pessoas Diferentes nas listas. Imaginem só a bronca.......:::::))))))))) A legislação eleitoral tem esta opção para correr com quem não nos Agrada, mas ninguém fala disso. Não risquem os boletins porque serão anulados e não contam para nada. A maioria de votos em BRANCO anula as eleições.....!!!!!!!! Espalhem para esclarecer o pessoal."

 

ESPALHEM uma asneira?  Meu Deus, as pessoas não pensam?  São tão vazias? Tão mecânicas a enviar o que não devem? Bolas, que portugueses estes.

 

Pedi informação à CNE e recebi a resposta que esperava... Ora vejam como se difunde o boato.

 

"From: ildarodrigues <ildarodrigues@cne.pt>
Date: 2009/9/1
Subject: Voto em branco

 

Exma. Senhora
 
Em resposta ao pedido de esclarecimento de V. Exa., informo o seguinte:
 
A lei considera o voto em branco o do boletim de voto que não tenha sido objecto de qualquer tipo de marca.
 
Em qualquer eleição, só a manifestação de vontade expressa (uma cruz assinalada dentro de um quadrado do boletim de voto correspondente a uma lista) torna o voto válido para efeitos do apuramento do número de votos recebidos por cada lista e da sua conversão em mandatos.
 
Assim, os votos em branco, bem como os votos nulos, não sendo votos validamente expressos relativamente a cada lista concorrente à eleição, não têm influência no apuramento do número de votos e da sua conversão em mandatos;
 
Deste modo, ainda que o número de votos em branco seja maioritário, a eleição é válida, na medida em que existem votos validamente expressos e que apenas esses contam para efeitos de apuramento dos mandatos a atribuir.
 
Com os melhores cumprimentos,
Ilda Carvalho Rodrigues
Gabinete Jurídico
 
Qualquer comunicação à CNE, por e-mail, deve ser endereçada para
cne@cne.pt"

 

Além do mais votar em branco é deixar a oportunidade de colocar uma cruzinha onde "algum simpático, na hora certa..." pretender dar uma vantagenzita...

  

Isso nunca: se não concordam votem NULO, com um traço comprido a inutilizar o boletim.

 

Mas como o voto em branco tem tantos "aderentes" ao mail (no dia das eleições não se nota tanto..., 4,63% de votos brancos nas últimas europeias...) porque não perdem tempo e assinam a petição???

 

http://www.petitiononline.com/PVBCRP/petition.html

  

E mais uma vez relembre-se Guerra Junqueiro (escrito em 1886):
 
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas..." 
 
Ainda não havia e.mails… mas continuam a existir os imbecilizados...

 

publicado por mariadoscaracois às 14:23
sinto-me: enjoada
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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

SUSETE FRANCISCO escreveu o seguinte em 14 Maio 2009 (ver notícia completa em http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1231653 )


" O seu voto vale 12 euros, o apoio público 70 milhões

Cada partido vai receber, nas próximas legislativas, 3,15 euros por cada voto individual. Nos quatro anos da próxima legislatura as várias forças partidárias vão receber do Estado um valor global de mais de 70 milhões. Um montante destinado às despesas correntes, a que acrescem as subvenções às campanhas e verbas para os grupos parlamentares.  


... ... etc. etc.  "


Já se percebe melhor porque é tão aliciante "pertencer" à clientela de qualquer partido... Pinga, pinga... e não é preciso chamar o canalizador...


Diz-se que votar é um dever cívico!  Então não é?  Entre outras coisas serve para:

 

1º - alimentar bem umas santas boquinhas;

2º - que dão umas bocas na AR;

3º - outras tantas nas aparições nas TV's;

4º - que abocanham tudo o que lhes aparece;

5º - e dão dentadas quando sentem os calos apertados!!!


Ora bem!

 

Caso para apreciar a frase...

 

         "Sendo a velocidade da luz superior à velocidade do som, é perfeitamente  normal que algumas pessoas pareçam brilhantes até abrirem a boca."

publicado por mariadoscaracois às 14:05
sinto-me: enganada
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Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Votei Laurindinha... Porquê?  Estava e estou saturada de quem faz profissão fácil da política, para angariar sustento, visibilidade e protagonismo a rodos. Enfartei.


Recuperei e pensei: menos mau será dar a possibilidade a quem ainda não atingiu tal estado de graça... Daí o meu voto Laurindense.

Mas ao verificar os resultados, não pude deixar de exultar... e de pedir à família para lançarem os meus pobres fogos... a exemplo dos ricos fogos do Ronaldo futeboleiro. 
 
Ah! Sócrates, levaste na tromba como se diz na minha terra... O pessoal está farto e tu não acreditas... Dar-te-ía uma sujestão: confessa-te lá na igreja do teu bairro (mas agenda várias confissões) para treinares a capacidade de exprimires as mentiras, como p.e. a historieta do curso de engª, o Freeport, etc e tal. Depois será mais fácil fazê-lo perante o eleitorado e talvez a penitência deste não seja pôr-te a ferros...
 
Faço as contas aos resultados das eleições de um modo muito peculiar e feminino. Se 63,23% dos inscritos não votaram, mais 4,63% de votos brancos, mais 2% de nulos, conclui-se que +- 69,86% são de um PARTIDO INTEIRO. Esse sim, vencedor absoluto das eleições. Só que não consigo ver que deputados elegeu... Há coisas do diabo...
 
E relembre-se Guerra Junqueiro (escrito em 1886):


"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas..." 

 

 

Já que a memória me falta, aqui ficam os resultados oficiais:
 

Resultados em 2009

Total de Inscritos: 9 684 714

Total de Votantes: 3 561 502    36.77%

Representantes Eleitos em Portugal: 22

  

PPD/PSD  31.71%  1129243 votos


PS  26.58%  946475 votos


B.E.  10.73%  382011 votos


PCP-PEV  10.66%  379707 votos


CDS-PP  8.37%  298057 votos


MEP  1.48%  52828 votos

 

PCTP/MRPP  1.21%  43141 votos

 

MPT  0.66%23415 votos 

 

MMS  0.61%  21636 votos

 

P.H.  0.48%  16980 votos

 

PPM  0.39%  13794 votos

 

P.N.R.  0.37%  13039 votos

 

POUS  0.14%  5101 votos

 

EM BRANCO  4.63%  164917 votos

 

NULOS  2%  71158 votos

 

publicado por mariadoscaracois às 12:21
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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

 

 E foi assim que disse o primo indignado...

 

 

 

 

Andam agora a falar, a torto e a direito, do Tratado de LisboaMas qual Tratado de Lisboa, qual carapuça… 

 

Tratado de Lisboa, só há um e mais nenhum…

 

Olhe-se a História. Veja-se:

 

1 Guerra da Restauração (1640-1668)

 

Foi este o nome dado à guerra que, após a revolução de 1640, Portugal sustentou com a Espanha para consolidar a restauração da nossa independência, e afastar o perigo da renovação do jugo espanhol. Iniciou-se no reinado de D. João IV, prolongando-se além da sua morte. O exército português, reorganizado com técnicos estrangeiros, e com os portugueses que se tinham formado na guerra coma Flandres e na América, foi derrotando as tropas espanholas, quer em  escaramuças na fronteira, quer dentro do território pátrio. De todas as batalhas salienta-se a de Ameixial, a de mais decisiva vitória dos portugueses.

 

In: Pequeno Dicionário de História de Portugal, dirigido por Joel Serrão – Iniciativas Editoriais, 1976.

 

2 … Não tardou que D. Pedro, à frente de uma conspiração, encarcerasse a D. Afonso num dos aposentos do palácio e assumisse a regência (23 de Novembro de 1667). Castelo Melhor retirou-se para o estrangeiro, onde levou vida aventurosa, que ainda apresenta seus enigmas.

 

Em 13 de Fevereiro de 1668, pelo Tratado de Lisboa, a Espanha reconheceu a independência de Portugal, sem restituir Ceuta.

  

In: António Sérgio, Breve Interpretação da História de Portugal, Livraria Sá da Costa, 1972.  

__________________________________

 

Mas a HISTÓRIA portuguesa não conta para nada, não é mesmo?  Vivemos num país em que o utilitarismo, o economicismo, o novo riquismo, a (des)instrução, o descartável, a fachada, etc. são valores fundamentais e dominantes da sociedade instalada. Quem dita a última palavra é o "dono" da verdade, o novo historiador;  por isso nascem abortos ...

 

"O Tratado de Lisboa, assinado pelos Chefes de Estado e de Governo dos 27 Estados Membros na capital portuguesa a 13 de Dezembro de 2007, dotará a União Europeia de ..."

publicado por mariadoscaracois às 13:50
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