Ando por aí, por esse mundo imenso, de folha em folha...
Terça-feira, 29 de Setembro de 2009


HOMENS, SEGUNDO VINÍCIUS DE MORAIS

Os Homens.
Os homens bons, são feios.
Os homens bonitos, não são bons.
Os homens bonitos e bons, são gays.
Os homens bonitos, bons e heterossexuais, estão casados.
Os homens que não são bonitos, mas são bons, não têm dinheiro.
Os homens que não são bonitos, mas que são bons e com dinheiro, pensam que só estamos atrás de seu dinheiro.
Os homens bonitos, que não são bons e são heterossexuais, não acham que somos suficientemente bonitas.
Os homens que nos acham bonitas, que são heterossexuais, bons e têm dinheiro, são covardes.
Os homens que são bonitos, bons, têm dinheiro e graças a Deus são heterossexuais, são tímidos e NUNCA DÃO O PRIMEIRO PASSO!
Os homens que nunca dão o primeiro passo, automaticamente perdem o interesse em nós quando tomamos a iniciativa.

AGORA ... QUEM NESSE MUNDO ENTENDE OS HOMENS?

Moral da História:

" Homens são como um bom vinho. Todos começam como uvas, e é dever da mulher pisoteá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia pro jantar "

'Mulheres existem para serem amadas, não para serem entendidas.'

Vinicius de Morais

É QUE SABE!!!!!!!!!!

 

publicado por mariadoscaracois às 12:18
sinto-me: confusa

Segunda-feira, 06 de Julho de 2009

Coimbra, 24 de Agosto de 1988 -

 

O telefone emude­ceu. O carteiro não toca se­quer uma vez. O vento não pára. Os remédios não reme­dei­am. A dor de cabeça não esmo­rece. O Sol esqueceu-se do ofício e meteu folga. O silêncio não se constrói nem me destrói. A música não apazigua. Os jornais gri­tam que não querem ser li­dos. A espe­rança não esperneia. O calor tem frio. O frio tem fome. A fome tem sede. A sede está farta. As ideias embran­que­ceram. As pa­lavras en­louqueceram num hospí­cio de bolor esverdeado. O livro está atravessado no útero e não pede para nascer. Os amigos estão mor­rendo. A guerra nasce das entra­nhas do ouro ne­gro. Os filhos não se deixam filhar. As filhas idem aspas, mas as­pando. A poesia vi­rou car­raça em pêlo de cadelinha. A li­teratura teve mais sorte e caiu numa pane­linha. A chuva es­queceu-se de se molhar. O corpo é um copo sem espírito de be­bida. Os olhos suici­da­ram-se. A boca caiu na li­xeira. As horas não oram. Os minu­tos não minutam nem deixam minutar a minuta de um sonho. O Sol sujou-se. O céu caiu de susto. O pe­sa­delo não se assustou. O sonho sustou-se. Os olhos cabe­ceiam de sono. As mãos pe­di­ram memória a juro porque não pagam juros de mora. As pernas colunizaram-se sobre os pés. Os pés pediram tré­guas e não sa­pateiam. A sapateia dançarilha no chão do longe. O longe é uma parte da partilha ainda es­parti­lhada. A saudade é uma Ilha rodeada de ti. A Ilha veio pernoitar em tua cama e lá se deixou noivar. Os mortos não se cansam de vi­ver nem os vivos de apo­drecer. A morte anda a cavalo nos pon­tei­ros do relógio. O relógio faz que anda, mas, no íntimo, galopa. Os dias resfol­gam nos cavalos da noite. A noite de­bate-se no cre­púsculo caído. As nuvens entupiram os caminhos da viagem. A viagem per­deu o navio e dei­xou-se fi­car no cais. O comboio não pára no apeadeiro que me coube. O bi­lhe­te que tirei tem uma data falsa. Todas as datas são falsas sobretudo as dos ani­ver­sários. Ani­ver­sariar é o modo conjuntivo desconju­gado num tempo in­definido. Conti­nuo es­perando di­ante do espelho que a minha ima­gem espe­lhada se metamor­foseie na tua para nela me aposentar. O amor não se cansa. Assim seja!
 
Cristóvão de Aguiar in “Relação de Bordo” (volume 1)

publicado por mariadoscaracois às 13:25
sinto-me: invejosa...

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

No dia do meu último aniversário minha sobrinha de vinte e poucos anos ao entregar-me o seu presentinho, comentou:

- Tia, isto aqui é só para lhe dar umas “dorzitas de cabeça”…
Agradecendo a lembrança, repliquei:
- Rica sobrinha, saíste-me uma grande peça!
Pela volumetria, embalagem e peso desconfiei tratar-se de um livro. Rasguei o papel e nasceu na minha mão A Saga de um Pensador, de Augusto Cury.
Recebi vários livros e não foi este o primeiro a que dediquei tempo de leitura. Desconhecia o autor e a sua obra. Até que o apalpei e digeri-o de um só trago.
O seu conteúdo foi tecido de forma bem conseguida, com boa visibilidade, fácil apreensão, tensão controlada: resumindo, uma urdidura bem passajada, com acabamentos mais ou menos rendados aqui e ali, que lhe deram a leveza necessária a uma leitura corrida, centrada e subjugada a dilemas interessantes.
Mas não foi propriamente o enredo utilizado que me sensibilizou e motivou. Ele simplesmente serviu de veículo a uma mensagem subliminar que perpassa da primeira à última página. E aí minha sobrinha acertou nas ditas “enxaquecas”…
Perguntar-me-ão qual foi, então, esse desafio escondido: o apelo a uma reflexão sobre o verdadeiro humanismo, sobre o normal e a loucura, sobre o ser humano único, irrepetível e diferente, sobre a gratidão, o respeito e a aceitação do e pelo outro, sobre a tolerância e o preconceito, sobre a beneficência, a equidade, a injustiça e a solidariedade, sobre a autonomia e a não-maleficência, sobre a compaixão e a humildade, sobre a dor e a morte, sobre a luta pelos ideais de um agir adequado.
É tanto e não é tudo. Mas é o imenso suficiente que impele um livro a transbordar as suas margens. O leitor que sentir esse inundado imperativo será amarrado a um primeiro e solitário debate interior, ginasticando raciocínios, articulando idéias, arquictetando argumentos fundamentados a favor ou contra as atitudes, as acções e a determinação do personagem central: Marco Polo!
Apesar dos azafamados quotidianos e se tiverem apetência por este tipo de especulação, leiam a obra e fortaleçam o labirinto do vosso cérebro!
Kant, na Crítica da Razão Pura, dizia:
 
Duas coisas me enchem o ânimo de admiração e respeito:
o céu estrelado acima de mim e a lei moral que está em mim.
publicado por mariadoscaracois às 21:42
sinto-me:


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