Ando por aí, por esse mundo imenso, de folha em folha...
Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

 

Em 2005 deram a vitória maioritária ao PS 2.573.406 votantes. Os recenseados eram 8.785.227 e em 31 de Dezembro desse ano a população residente em Portugal foi estimada em 10.569.592 indivíduos.
 
Reparem bem como duas mil e tal alminhas puderam dar-se ao luxo de decidir por oito mil e muitas outras alminhas que no PS não votaram.
 
Foi a pura e dura verdade do que aconteceu em 2005. Em eleições legislativas anteriores foi a mesmíssima trafulhice.
 
O conterrâneo português reclama e reclama do governo que lhe caiu em cima mas nada faz para corrigir a situação…
 
Votar-se em listas é qualquer coisa do mais aberrante e bizarro que me passa pela cabeça: O eleitor dispõe de um voto singular para votar no Sr. ou Sra. Lista que por acaso não possui BI nem contribuinte (as listas plurinominais, são fechadas e bloqueadas, apresentadas exclusivamente por partidos ou coligações, sem qualquer possibilidade do votante manifestar preferências). Isto é inaceitável!
Nós devíamos votar em pessoas que conhecêssemos pelas provas dadas em matérias com que se defronta o país e a sua população, pela sua seriedade e competência para desempenharem o cargo de deputados, etc. (e nunca por interposta indicação do clube…). Sabíamos qual era o nome, rosto,  corpo gordo ou magro, alto ou baixo, homem ou mulher etc. e se não cumprisse aconchegávamos-lhe a roupa ao pelinho
 
Temos que mudar o sistema eleitoral que permite as ditas listas, onde se incorporam os clientes/sócios dos partidos…Por isso vemos gentinha, p.e. de Faro em listas de Bragança… sem nunca lá terem colado as solas dos sapatos uma única vez… Mas sapato é sapato para não dizer tacho é tacho…e o partido tem que dar emprego a muito cliente… Por esta razão não convém aos partidos a mudança do sistema eleitoral…
 
A Constituição prevê a possibilidade, não concretizada na lei ordinária, de um círculo eleitoral nacional e de círculos eleitorais uninominais. Prevê… não estabelece!
Um leitor deste blog sugeriu “e que tal se fosse permitido aos países fazerem "transferências" qual mercado de futebol, e importarmos gente trabalhadora, empenhada, com visão de futuro, sem os bolsos largos e de preferência com eles cozidos, políticos de qualidade”?
 
E porque não importamos da Suécia (não é o nº 1 no ranking da qualidade da democracia?) um 1º ministro e mais 9 técnicos para ministros das pastas necessárias. O resto do pessoal está no quadro da função pública e só precisa de quem os oriente e ensine. Reduzia-se a despesa e ainda por cima haveria respeito e aumentava-se o. PIB...
 
Se a solução para Portugal passar por aí, futebol ou importação, estou totalmente de acordo. 
 
Mas coloca-se-me uma feroz dúvida: no lobby futebolistico quem aceitava as nossas estátuas da política?
 
Vejamos: nunca marcam golos, desconhecem as regras do jogo, aldrabam as competências literárias, têm horários ad-hoc e salários cheios de outros apêndices que resultam em quantias astronómicas, possibilidade de reformas incompatíveis com qualquer sistema de outro país, guarda roupa com luvas, justiça especial, regalias de toda a ordem, etc. etc.
 
É dramático!
publicado por mariadoscaracois às 14:22
sinto-me: tola
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Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.

 

Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.

 

O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.

 

De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.

 

Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.


Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.


Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.

 

Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.

Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.

 

Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.

 

Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.

 

Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.

 

Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.

 

Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.

 

Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.

 

Nisto a porta abriu-se repentinamente.

 

Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.

 

Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.

 

Que loucura, meu Deus!

 

Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.

 

Só que, as condições eram estas:

Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.


O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

 

Fernanda Braga da Cruz

Redacção feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa.

publicado por mariadoscaracois às 11:46
sinto-me: professora
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E se... eu disser que... nunca viram nada disto na vossa vida... É estranho, mas realmente vale a pena.

De Dali a Bosch, passando por um Dante a revisitar...

Sentem-se...

Respirem fundo...

Acertem o pulsar...

Abram a mente, o espirito, o sentir e deixem-se transportar...

Eis o surreal a avançar...

Podem mudar a velocidade e o sentido da viagem movendo o cursor no canto superior esquerdo dentro da meia lua
publicado por mariadoscaracois às 11:40
sinto-me: surpreendida
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 Bússula eleitoral

 

Isto deve ser uma brincadeira sem qualquer fidedignidade.  Mas tem piada... O meu resultado foi PDA... (terei de ler o programa e analisar o porquê...)

 

Descubra o seu posicionamento político... Provavelmente terá uma surpresa: vá ao site abaixo indicado!!!
publicado por mariadoscaracois às 11:30
sinto-me: corisca
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