Ando por aí, por esse mundo imenso, de folha em folha...
Terça-feira, 07 de Julho de 2009

AH!

 

AGUARDO AS ONDAS E O MAR QUENTE.

 

A AREIA SOLTA E BRANCA DE ALTURA.

 

O SOL FERVENTE.

 

OS PASSEIOS DE BICICLETA (PASTELEIRA...)

 

MARCHO COM A BIMBY E O PARDAL!!!!!

publicado por mariadoscaracois às 17:58
sinto-me: SALGADA
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DIÁRIO DELA:

 

Ele ficou esquisito a partir de sábado à noite. Tínhamos combinado encontrarmo-nos num bar para beber um copo antes de jantar. Andei às compras a tarde toda com as amigas e pensei que o seu comportamento se devesse ao meu atraso de vinte minutos. Mas não. Nem sequer fez qualquer comentário, como lhe é habitual. A conversa e o sítio não estavam muito animados, por isso propus irmos a um lugar mais íntimo para podermos conversar mais tranquilamente. Fomos a um restaurante caro e elegante. A comida estava excelente e o vinho era de reserva. Quando veio a conta, ele nem refilou e continuava a portar-se de forma bastante estranha. Como se estivesse ausente. Tentei rodar os assuntos para fazer com que se animasse mas em vão. Comecei a pensar se seria culpa minha ou outra coisa qualquer. Quando lhe perguntei, disse apenas que não tinha nada a ver comigo. Mas não me deixou convencida. No caminho para casa, já no carro, disse-lhe que o amava. Ele limitou-se a passar o braço por cima dos meus ombros, de forma paternal e sem me contestar. Não sei como explicar a sua atitude, porque não disse que me queria como faz habitualmente. Simplesmente não disse nada. Começo a ficar cada vez mais preocupada. Chegámos por fim a casa e, nesse preciso momento, pensei que ele me queria deixar. Tentei fazer com que falasse sobre o assunto mas ele ligou a televisão e ficou a olhá-la com um ar distante, como que a fazer-me ver que tudo tinha terminado entre nós. O silêncio cortado pelo filme era sufocante. Por fim, desisti e disse-lhe que ia para a cama. Mais ou menos dez minutos depois, ele entra no quarto e deita-se a meu lado. Para enorme surpresa minha, correspondeu aos meus beijos e carícias e acabámos por fazer amor. Não foi tão intenso como normal mas ele pareceu gostar. Apesar de continuar com aquele ar distraído que tanto me aflige. Depois, ainda deitada na cama, resolvi que queria enfrentar a situação e falar com ele o quanto antes. Mas ele já tinha adormecido. Comecei a chorar e continuei a fazê-lo pela noite dentro, até adormecer quase de manhã. Estou desesperada, já não sei o que fazer. Estou praticamente convencida que os seus pensamentos estão com outra. A minha vida é um autêntico desastre!

 

DIÁRIO DELE:

O Sporting perdeu! Pelo menos dei uma queca......!

publicado por mariadoscaracois às 16:51
sinto-me: ingénua
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http://video.google.com/videoplay?docid=-3412294239230716755&hl=en

 

 

referido no New York  Times

 

publicado por mariadoscaracois às 14:18


A criancinha quer Playstation. A gente dá.
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a
da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos.
Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o
lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a
criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso
ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a
ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de
conta e o berreiro continua.
Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.
Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada,
semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas,
roupa da moda, jantares e bares.
A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso.
Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante,
de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal,
e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que
eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na
mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o
processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer
por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não
lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas
domésticas são «uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco
minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua
sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica
traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em
casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a
violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida
entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em
folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas
bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em
paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será
criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda
fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao
menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das
escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha? Pois
não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os
paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das
criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e
debates para nos entretermos .

 

Magnífico artigo da Visão online!

publicado por mariadoscaracois às 14:15
sinto-me: tola


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